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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Coração Inquieto - 3º capítulo

Olá... Bom hoje temos mais um capitulo de coraçao inquieto, nao estamos postando com foi dito porque estamos com falta de newsposters... logo logo abriremos vagas para a equipe, mas por enquanto fiquem com mais um capítulo da fic, e lembrando que tem enquete nova!!!

Na manhã seguinte eu estava sentada do lado de fora, na mesa do quintal. Minha cabeça estava repousando no meu braço na mesa, enquanto meu pai ia e voltava na minha frente. Ele estava me dando uma aula sobre a Guerra da Revolução, mas eu não estava prestando atenção. Eu estava encarando a garagem que estava trancada. Eu queria sair para dirigir. A chuva de ontem já havia secado completamente e estava realmente calor do lado de fora. O vento seria o antídoto perfeito para o calor. Bem neste momento, eu senti uma mão fria na minha nuca. “Melhor?” Meu pai perguntou. Eu gemi sabendo que ele havia ouvido meus pensamentos. Empurrei a mão dele para longe e ele se inclinou sobre mim com as mãos na mesa. “Ok, hora das perguntas.” Ele deu um tapinha nas minhas costas e caminhou para longe de mim para continuar a ir de um lado pro outro.
“O quê? Mas eu nem ouvi a lição de hoje!” Eu resmunguei.
“Não é minha culpa.”
“A garagem me distraiu!” Bom, distraiu. Meu pai se virou para olhar para a garagem, e de volta para mim.
“O que ela fez?” Ele perguntou, de repente se divertindo.
“Ela está apenas parada lá, me encarando.” Eu afundei de volta na minha cadeira, cruzando os braços contra o peito.
“Nós podemos fazer isso lá dentro.” Ele sugeriu.
“Não.” Suspirei. “Ok, pergunte.” Meu pai estendeu a mão sobre a mesa e fechou meu laptop e meu livro.
“Quando a guerra começou e terminou?” Ele perguntou.
Engoli duro. “1775… até… 1786? Não, espere, 1782… Não, é 1783. “
Meu pai riu de mim. “Essa é sua resposta final?” Ele zombou.
“Sim.” Eu disse confiante.
“Correto. E a guerra tem outro nome. Qual é?”
“Guerra da Revolução?” Eu lhe dei um sorriso torto. Ouvi minha mãe dar um risinho.
“Renesmee.” Meu pai alertou.
“Ok, ok… eu não sei.” Suspirei.
“Eu acabei de te dizer isso há 10 minutos. Quando você estava sendo distraída pela garagem. Era também conhecida por Guerra da Independência Americana. “
“Entendi.” Acenei confiante.
“Como a guerra terminou?”
“Essa é fácil! O Tratado de Paris pôs fim à guerra, e a Grã-Bretanha foi forçada a reconhecer a independência das 13 colônias dos Estados Unidos.” Eu sorri, orgulhosa de mim mesma. Meu pai ficou parado na minha frente com a boca aberta. Eu olhei para a minha direita e minha mãe havia parado de ler, e também estava me encarando. “O quê?” Perguntei subitamente auto-consciente.
“Essa foi uma resposta muito adulta. Muito bem.” Meu pai sorriu para mim. “Estou impressionado. “
“Obrigada.” Eu sorri.
“Intervalo de 5 minutos. Vá pegar um lanche. ” Eu não podia creditar que meu pai havia acabado de me dar um intervalo. Usualmente eu trabalharia sem intervalo até a hora do almoço. Corri para dentro da casa e voltei com um pequeno saco de batatinhas e um refrigerante. Meu pai estava agora tirando o livro da minha mãe das mãos dela.
“Ok, Bella. Qual é a primeira coisa que você solicita quando um paciente chega com um ferimento na cabeça?” Ele lhe perguntou.
“Essa é fácil, uma radiografia da cabeça.” Meu pai se inclinou para baixo e a beijou.
“Sim. Agora, quais são os sinais de hemorragia interna e o que você deve fazer com relação a isso?” Descansei a cabeça nas mãos e esperei até minha mãe responder. Ela se indireitou e sorriu confiante.
“A pressão sanguínea estaria baixa e o pulso alto. Os sons abdominais estariam mudos ou ausentes. Haveria rigidez abdominal e inchaço. As extremidades começariam a esfriar. Fluidos deveriam ser administrados. Seria necessário retirar sangue para o FBC, U&E, LFT, e depois juntar, guardar e realizar comparações cruzadas com pelo menos 4 unidades. Um ultrassom abdominal precisará ser solicitado, e então um especialista em trauma terá que apalpar o abdomem e ele irá revisar a radiografia. “
“Sim.” Meu pai acenou com a cabeça e pegou o rosto dela em suas mãos, beijando-a. “Você vai ser fantástica! Eu acho que você pode até deixar o Carlisle no chinelo. “
“Você falou outro idioma agora?” Perguntei antes que minha mãe pudesse responder para o meu pai. Os dois olharam para mim e riram.
“Não, tudo aquilo foi em português.” Minha mãe estendeu a mão e tocou minha bochecha.
“As únicas coisas que eu entendi que estavam em português foram ‘de, e, o, e ele.’ Todo o resto foi grego.” Os dois riram de mim.
“Falando de outro idioma, hora do espanhol.” Meu pai devolveu o livro da minha mãe e ficou em pé na minha frente de novo.
Eu gemi.
Pelas próximas horas nós trabalhamos no resto dos meus deveres e eu fui finalmente liberada para ir brincar. Corri na direção da garagem, mas meu pai parou na minha frente. Colidi com ele no meio da corrida antes de conseguir frear. “Qual é!” Choraminguei enquanto tentava passar por ele.
“Nós vamos sair para caçar.” Meu pai se inclinou para baixo e eu notei como seus olhos estavam negros.
“Oh, ok.” Eu não precisava ir caçar, mas eu nunca abriria mão de uma chance de ir. Era divertido. “Aonde vamos?”
“Acho que vamos ficar na ilha desta vez.” Dei a volta com meu pai até a frente da casa onde minha mãe estava esperando. Ela saiu correndo e meu pai me colocou nas costas dele para segui-la. Eu podia correr rápido, mas nem de longe tão rápido quanto eles.
“Eu quero aquele!” Apontei na direção da minha presa. Meu pai me colocou no chão e me assistiu espreitar em direção a ela. Quando eu terminei, ele se virou e espreitou sua própria presa. Neste ponto minha mãe estava no seu segundo animal.
“Ness, não tão longe.” Minha mãe gritou para mim quando eu vaguei mais para dentro das árvores.
“Eu sei!” Gritei por cima do ombro. Estávamos perto da praia e eu gostava de pescar. Descalcei minhas sandálias e entrei na água até a altura do joelho. Estendi a mão para baixo para pegar um peixe que estava nadando na minha direção, quando ao mesmo tempo algo agarrou meu tornozelo. Eu gritei e dei um salto para trás.
“Nessie!” Ouvi meu pai me chamar. Eu o ignorei quando vi o que havia me agarrado.
“Quem é você?” Perguntei.
“Ashton, quem é você?” Ele me perguntou.
“Renesmee. Por que você está no nosso território?” Perguntei enquanto ele se levantava e crescia na minha frente.
“Seu território? Estas águas pertencem à minha família por centenas de anos. “
“Estas águas? Você vive na água?” Perguntei-lhe.
“Sim, e você está espantando meu jantar.” Ele disparou contra mim.
“Eu vi primeiro.”
“Experimente caçar nas minhas águas de novo e eu vou me certificar de que você não tenha mais braços pra caçar.” Ele me ameaçou. Aquilo apenas me fez sorrir. Eu sabia que meu pai estava perto o suficiente para ouvir esta conversa.
“Você tem uma atitude ruim. Eu estava aqui primeiro, e você está na nossa terra. Vá embora. “
“O que você vai fazer, garotinha? Morder meus tornozelos?” Ele riu.
“Eu poderia, mas não vou. Meu pai vai cuidar disso pra mim.” Eu me virei quando ouvi meu pai me chamando de novo. Ele parou na linha das árvores e rosnou audivelmente.
“Saia de perto dela!” Ele rosnou e disparou para o meu lado. Ele me puxou e me colocou atrás dele. “Você não tem nada para dizer para ela.” Ele disse furioso.
“Sua pentelha estava nas minhas águas.” Ashton disparou.
“Esta é nossa terra e nossa praia. Vá caçar em outro lado. Você não dirija mais a palavra a ela.” Meu pai rosnou. Eu me inclinei ao redor dele e dei um sorriso escancarado.
“Ness, venha aqui.” Minha mãe chamou da linha das árvores, e meu pai estendeu o braço para trás para me empurrar na direção dela. Eu caminhei de costas, não querendo ficar de costas para Ashton. Meu pai sempre havia me ensinado a nunca virar as costas para o perigo quando fosse fugir. Quando alcancei minha mãe ela me segurou pelos ombros e me deslocou para ficar atrás dela.
“As linhas de fronteira mudaram. Obedeça-as ou eu tomarei uma atitude. Minha esposa, minha filha e eu mantemos residência permanente nesta ilha. Eu não quero ver você caçando por aqui com elas andando pela praia sem mim. Você mantenha sua distância e nós manteremos a nossa.” Meu pai disse calmamente.
“O que é aquilo?” Sussurrei para a minha mãe.
“Não sei. Fique atrás de mim, e fique quieta.” Ela sibilou.
“É justo.” Ashton passou o olhar pelo meu pai em direção a mim. Um rosnado profundo emanou do meu pai e minha mãe nos recuou para mais perto da segurança das árvores.
“Você não tem motivo para olhar para elas. Vá embora, agora.” Meu pai rosnou. Ashton mergulhou para dentro das ondas. Meu pai permaneceu onde estava.
“Edward.” Minha mãe chamou por ele.
“Está tudo bem.” Ele disse, virando-se na nossa direção.
“O que era aquilo?” Minha mãe e eu perguntamos ao mesmo tempo.
“Eu havia ouvido que eles existiam, mas nunca havia visto um em toda a minha vida.” Ele disse enquanto caminhava até nós. “Você está bem? Ele te machucou de alguma forma?”
“Não. Estou bem.” Eu lhe assegurei.
“Ele é um sereiano.”
“HA!” Eu me curvei rindo. “Como A Pequena Sereia?” Perguntei entre os risos.
“Algo do tipo. Exceto que eles não têm cauda, eles têm pernas de verdade. Como você acabou de ver. Para respirar embaixo da água eles têm brânquias atrás das orelhas.” Meu pai nos disse.
“Que nojo.” Eu tive um calafrio com o pensamento. Comecei a caminhar de volta na direção da água, mas meu pai me puxou de volta. “Eu quero minhas sandálias.” Eu lhe apontei onde as havia deixado. Ele desapareceu e apareceu de novo na minha frente num piscar de olhos. Ele me estendeu minhas sandálias e me colocou de volta nas suas costas. “Então eu não tenho permissão de chegar perto da água agora?” Perguntei-lhe quando começamos a correr. Minha mãe devia ter interesse na minha pergunta, porque ela se virou para olhar para o meu pai.
“Não, ele não vai te machucar. Eles são apenas peixes grandes que parecem com humanos, mas você deve ficar longe se vê-lo novamente. Você não deverá vê-lo, mas se ver saia da praia imediatamente e avise um de nós.” Ele gesticulou apontando ou para ele ou minha mãe. “Renesmee, a espécie dele não é uma com que se deve mexer. Prometa que vai evitar contato com ele novamente. “
“Ok, ok. Eu prometo.” Eu suspirei e descansei a bochecha no ombro dele.
“Você também, Bella. Especialmente você. Eu não gosto dos pensamentos repulsivos que estavam correndo pela cabeça dele quando ele olhou pra você.”
“Ha! O garoto peixe tem uma quedinha pela mamãe!” Eu brinquei, e meu pai parou, me soltou e eu caí das suas costas. Ele girou e caiu de joelhos, agarrando meus ombros.
“Renesmee Carlie, isso não é brincadeira. Estou falando sério, fique longe dele! Se eu vê-la falando com ele de novo você vai deixar de ter permissão de ir até a praia.” Ele se levantou e pegou minha mão. Nós estávamos perto da casa, então podíamos andar pelo resto do caminho. O cérebro de peixe não iria me tocar. Eu sabia tomar conta de mim mesma. Por que ele não podia confiar em mim?
“Você é apenas uma criança. Por isso.” Ele irritantemente respondeu a minha questão não perguntada.
“Se eu quisesse que você respondesse minha pergunta eu a teria feito em voz alta!” Puxei minha mão da dele e saí tempestuosamente na frente deles.
“Renesmee!” Minha mãe gritou.
“É verdade!”
“Eu não ligo. Ele só está te protegendo. Deixa pra lá.” Ela me disse.
Eu não olhei para trás quando a casa entrou no campo de vista. Corri na frente deles na direção dela. Irritantemente eles conseguiam me alcançar com facilidade. “Vou para o meu quarto.” Eu bufei e bati a porta para fechá-la. Abri meu celular e liguei para a primeira pessoa que me veio em mente.
“Ei Ness!” Jacob disse no telefone. Eu pulei para fora da cama e caminhei para dentro do meu closet. Me sentei e fechei a porta. “O que há de errado?” Perguntou Jacob quando eu não respondi para ele. Eu não pude evitar um sorriso. Ele sempre sabia quando alguma coisa estava errada. “Mãe ou pai?” Ele perguntou, sua voz soando um pouco mais preocupada quando eu não respondi novamente.
“Pai.” Eu suspirei.
“Converse comigo, docinho.” Ele encorajou.
Eu respirei fundo, e contei minha história sem fazer nenhuma pausa. Ele riu quando eu lhe contei sobre o sereiano, mas ficou sério de novo quando eu disse que ele havia me ameaçado. “Ness, eu sei que você é quase uma adolescente,” Outra coisa que eu amava a respeito de Jacob era que ele gostava de ir pela idade que eu aparentava e não pela que eu realmente tinha. Ele continuou sem parar. “mas você tem que perceber que você não é velha o suficiente para tomar conta de si mesma. Eu odeio dizer isso, mas seu pai tinha razão no que ele disse. Ele só está preocupado com a sua segurança. Mas eu serei o primeiro a admitir que ele passa dos limites quase toda vez, mas neste momento, ele está certo. Você entenderia melhor se seus hormônios rebeldes de adolescente não estivessem no comando agora.” Ele parou esperando pela minha resposta, mas eu estava apenas absorvendo tudo o que ele estava dizendo. “Sinto muito por você estar chateada.” Ele disse um pouco depois.
“Estou bem. Eu entendo.” Suspirei. “Vou pedir desculpas. “
“Essa é minha garota.” Eu pude ouvir o sorriso na voz dele e tive que sorrir também.
“Estou com saudade, Jakey.” Sussurrei no telefone.
Ele riu. “Quando é que você vai ficar grande demais pra esquecer esse apelido?”
“Nunca, eu gosto. Ninguém mais te chama assim.” Eu dei um risinho.
“Sim, porque eu iria… falar com o seu pai. ” Ele disse, e eu desliguei o telefone.
“Papai?” Eu sussurrei quando entrei no quarto dos meus pais. Ele estava sentado em sua mesa, escrevendo algo.
“Hmm?” Ele não levantou os olhos.
Caminhei até ele e puxei seu braço até que ele soltasse a caneta, e subi no seu colo. “Desculpe.” Sussurrei e passei meus braços ao redor do seu pescoço.
“Jacob falou com você? ” Ele perguntou. Seu corpo enrijeceu sob o meu.
“Sim, mas eu realmente sinto muito.” Puxei meus braços de volta para poder olhá-lo nos olhos. Realmente sinto. Eu te amo. Pensei, e senti-o relaxar sob mim. Seus braços me abraçaram e eu suspirei.


bjos...

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